sábado, 15 de maio de 2010

Luz no fim do túnel

Está escuro, as vezes tenho medo e choro, as vezes sei que é melhor assim, estou aqui, e vou continuar aqui o tempo suficiente pra que morra a vontade de amar teus olhos, até que morra a vontade de querer vê-los. Eles são como os faróis de um carro bem longe e eu estou no escuro, são as únicas luzes, mas assim como o carro, você passa, e os faróis também se vão e eu continuo lá, de novo, em total escuridão. Por isso optei por não mais olha-los, e quando você passar, porque eu sei que vai passar por mim, vou fechar o olhos, achar que ainda está tudo escuro, até que eu possa ligar todas as luzes, e perceber que os seus faróis não farão mais diferença. Mas agora ainda está escuro ainda sinto medo e por vezes choro, mesmo sabendo que vai ser melhor assim.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

INCÔMODO

Há algo aqui,
imagem no porta retrato,
embalagem de chocolate guardada,
e isso me incomoda.

Há algo aqui,
sons que catam minha vida
pessoas que perguntam do passado.
e isso mais uma vez me incomoda.

Então percebo que não há algo aqui,
são só apenas memorias,
lembranças nada mais que lembranças,
que ainda assim me incomodam.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Em minha propria companhia.

Há um vazio, não é fome, nem sede, nem sono. Mas me consome, na rua não mais enchergo ninguém, apenas o mesmo caminho, e ao por os pés na calçada, eles seguem como se não precisassem de mim, de forma automatica. E os meus olhos não se interessam por nada novo, estão abertos, mas não vêem ninguém, as pessoas da rua são como objetos sem valor, que andam. Não paro nem reparo.
Então nos fins de semana, vou passear, e se me beijam, pra mim é como se eu tivesse ainda conversando, mas agora, estou de olhos fechados, e conversando comigo mesma, e minha mente não para de falar, nem mesmo por um segundo.
A verdade é que não me satisfaço, não quero e não preciso de ninguém depois de você.

domingo, 2 de maio de 2010

O triste medo.

Entre o sol que se põe, eu sinto um medo, medo desse sol voltar rápido demais, entre os ponteiros do relógio, eu sinto um medo, medo desses ponteiros passarem rápido demais. Esse medo, que parece mais um ladrão me faz querer que o tempo congele, e assim que eu possa decidir tudo que eu farei a partir do próximo segundo, mas não é assim e os segundos correm, e eu continuo aqui, parada. O medo volta e eu vejo um mundo por ai, as pessoa já sabem o que fazer, já sabem pra onde ir, e eu?
Ainda estou com medo. Medo de decidir, medo de sair por ai, medo de encarar alguém, medo de arriscar, medo de enfrentar, medo de escolher, medo de errar, medo de me arrepender.